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Wednesday, August 16, 2017
  TORNEIO POLICIÁRIO' 2017 PONTUAÇÕES DA PROVA Nº. 6 1º. Inspetor Mucaba: 15 pontos; 2º. Ma(r)ta Hari: 14 pontos; 3º. Detetive Jeremias: 13 pontos; 4º. Bernie Leceiro: 12 pontos; 5º. Madame Eclética: 11 pontos; 6º. Arnes: 10 pontos; 7ºs. Charadista, Gomes, Holmes, Inspetor Guimarães, Menino Lucas, Rigor Mortis, Pena Cova, Solidário, Vimaranes e Zé de Mafamude: 8 pontos 17ºs. Arc. Anjo, Beira Rio, Detetive Bossiak, Haka Crime, Santinho da Ladeira e Talismã: 7 pontos. CLASSIFICAÇÃO GERAL APÓS A PROVA Nº. 6 1º. Detetive Jeremias: 81 pontos; 2º. Menino Lucas: 75 pontos; 3º. Vimaranes: 74 pontos; 4º. Inspetor Mucaba: 66 pontos; 5º. Rigor Mortis: 65 pontos; 6º. Ma(r)ta Hari: 64 pontos; 7º. Madame Eclética: 63 pontos; 8ºs. Bernie Leceiro e Detetive Bossiak: 62 pontos; 10º. Zé de Mafamude: 58 pontos; 11º. Haka Crimes: 55 pontos; 12º. Arnes: 54 pontos; 13º. Alex e Arc. Anjo: 52 pontos; 15ºs. Inspetor Guimarães, Pena Cova e Solidário: 51 pontos; 18º. Charadista: 50 pontos; 19ºs. Holmes, Santinho da Ladeira e Talismã: 49 pontos; 22º. Beira Rio: 47 pontos; 23º. Gomes: 46 pontos; 24º. Onaírda: 8 pontos.  
  O DESAFIO DOS ENIGMAS - edição de 16 de agosto de 2017 A CLASSIFICAÇÃO DO TORNEIO POLICIÁRIO ESTÁ AO RUBRO Com o aproximar do final do Torneio Policiário’ 2017, anima-se a luta nos lugares cimeiros da classificação geral, com destaque para a acesa disputa que envolve o trio de concorrentes que assumiu a liderança desde a etapa inicial. Quando faltam cumprir apenas duas provas, alarga-se a diferença de pontos que separam a líder Detetive Jeremias dos seus dois mais diretos opositores (Menino Lucas e Vimaranes), mantendo-se, porém, a grande incógnita sobre qual deles conquistará o troféu AUDIÊNCIA GP, já que nenhum dos restantes concorrentes parece poder aspirar a tamanha proeza. Na luta pelos restantes dois lugares com direito a taça, são seis os detetives em melhores condições de juntar um desses prémios aos que já detêm, ou de começar, com ele, a compor uma galeria de troféus conquistados neste nosso desporto de eleição. TORNEIO POLICIÁRIO’ 2017 Solução da Prova nº. 6 “Uma Vedeta do Teatro Musicado na TV Globo”, de Madame Eclética Posto ao corrente das fugas de informação para a imprensa sobre os trabalhos de produção de uma nova novela, que marca a estreia de uma vedeta do teatro musicado neste registo televisivo e que a TV Globo queria manter em segredo, o detetive privado contratado por aquela empresa de audiovisuais decidiu investir-se na condição de fotógrafo, apresentando-se logo pela manhã no “plateau” de máquina em punho, registando diversos momentos dos ensaios. E, ao fim da tarde, depois de oferecer a cada um dos intervenientes uma foto dos trabalhos realizados, trocou algumas palavras de circunstância com todos. Mas essas conversas não eram o seu principal foco. A sua verdadeira pretensão era entregar uma fotografia a todos os artistas, técnicos e demais colaboradores da novela, como se fosse apenas para… mais tarde recordar. Como o detetive esperava, na manhã seguinte, a novela foi outra vez assunto numa notícia do mesmo jornal carioca onde vinham sendo publicadas as notícias anteriores, onde se fazia desta feita saber, mais uma vez através de fonte não identificada, que a personagem interpretada pela veterana atriz Neuza Cocker é assassinada no primeiro episódio da novela, num texto ilustrado com uma foto de ensaio da respetiva cena. E a fonte da notícia foi imediatamente identificada pelo detetive, para satisfação da administração do canal e grande surpresa do diretor de produção, que ainda está por saber como é que ele soube quem passava as notícias para o jornal. E a explicação é simples: o detetive entregara fotografias diferentes a cada um dos envolvidos nos trabalhos de ensaios técnicos de “plateau” da telenovela em fase de produção. CLASSIFICAÇÃO APÓS A SEXTA PROVA 1º. Detetive Jeremias: (68+13): 81 pontos; 2º. Menino Lucas (67+8): 75 pontos; 3º. Vimaranes: (66+8): 74 pontos; 4º. Inspetor Mucaba (51+15): 66 pontos; 5º. Rigor Mortis (57+8): 65 pontos; 6º. Ma(r)ta Hari (50+14): 64 pontos 7º. Madame Eclética (52+11): 63 pontos; 8ºs. Bernie Leceiro (50+12) e Detetive Bossiak (55+7): 62 pontos; 10º. Zé de Mafamude (50+8): 58 pontos; 11º. Haka Crimes (48+7): 55 pontos; 12º. Arnes (44+10): 54 pontos; 13ºs. Alex (52+0) e Arc. Anjo (45+7): 52 pontos; 15ºs. Inspetor Guimarães (43+8), Pena Cova (43+8) e Solidário (43+8): 51 pontos; 18º. Charadista (42+8): 50 pontos; 19ºs.Holmes (41+8), Santinho da Ladeira (42+7) e Talismã (42+7): 49 pontos; 22º. Beira Rio (40+7): 47 pontos; 23º. Gomes (38+8): 46 pontos; 24º. Onaírda (8+0): 8 pontos. CONCURSO DE CONTOS POLICIAIS Encontra-se neste momento em fase de conclusão o processo relativo ao apuramento das decisões finais do Júri do Concurso de Contos “Um Caso Policial em Gaia”, uma iniciativa que nos deixou algum sabor a frustração e a desânimo face aos resultados obtidos. Frustração porque o número de contos apresentados a concurso, mesmo apesar do alargamento do prazo para o envio dos originais, ficou muito aquém das nossas expectativas, pese embora a excelente qualidade de alguns. Desânimo porque o leque de participantes quase se restringiu a alguns dos policiaristas que “vão praticamente a todas” e que constituem um universo cada vez mais reduzido e envelhecido, a que se juntaram apenas três concorrentes “novatos” nestas andanças. Procurámos com esta iniciativa aproximarmo-nos dos mais novos, neste caso particular pela razão acrescida de termos consciência clara do elevado défice dos hábitos de leitura e de escrita que se regista na esmagadora maioria dos nossos jovens, alguns dos quais apresentam níveis de iliteracia alarmantes, com grande dificuldade em descodificar sinais, imagens ou simples metáforas. A triste realidade é esta: boa parte da nossa juventude não lê e não escreve, esgotando praticamente quase todo seu precioso tempo livre em volta dos jogos de computador. Mas, apesar da frustração e do desânimo que nos assaltaram, não pensem que desistimos de dispensar a nossa modestíssima contribuição nesta luta titânica e desigual que urge travar com os meios audiovisuais e multimédia ou com as cada vez mais democráticas “play-station”, muitas delas verdadeiras “máquinas de embrutecimento” quando utilizadas sem parcimónia e sem inteligência. E a confirmar esta firme decisão de continuarmos o nosso trabalho, estão já na forja outras realizações que visam os mesmos objetivos – a promoção da escrita e da leitura. Só esperamos não chegar à triste conclusão de que estamos de facto a “malhar em ferro frio”! Voltando ao nosso primeiro concurso de contos, resta-nos assumir a consolação de que se é verdade que os mais jovens primaram pela ausência e que o número de concorrentes foi significativamente baixo, também não é menos verdade que a qualidade dos textos apresentados são só por si um excelente estímulo para a realização de mais iniciativas desta natureza. E para que possam fazer um juízo crítico próprio, partilharemos em breve convosco algumas linhas dos quatro contos que foram entretanto objeto de uma primeira seleção do Júri do concurso.  
Tuesday, August 01, 2017
  O DESAFIO DOS ENIGMAS - edição de 1 de agosto de 2017 CAMPEÃO NACIONAL É O AUTOR DO NOVO PROBLEMA O problema que constitui a prova nº. 7 do Torneio Policiário’ 2017 é da autoria de um dos nossos mais distintos policiaristas, com um currículo verdadeiramente invejável, de seu nome Daniel Falcão. Foi no entanto como Jomasacuma que este nosso confrade apareceu pela primeira vez no Policiário, em 1980, através da secção “Mistério… Policiário” da revista Mundo de Aventuras, orientada pelo saudoso Sete de Espadas. E foi este, aliás, que o dissuadiu de usar nome “tão complicado”, tendo passado então a ser, a partir de 1983, Mac Jr., pseudónimo que acabaria por dar lugar a O Falcão entre 1992 e 1995, com o aparecimento do PÚBLICO-Policiário. Mas eis que, após um breve interregno, O Falcão findou e nasceu DANIEL FALCÃO, atual Campeão Nacional, vencedor da Taça de Portugal, líder das Melhores Soluções, primeiro classificado na tabela de Policiarista do Ano e nº. 1 do Ranking, competições na vertente de decifração realizadas pela secção Policiário do jornal PÚBLICO. A estes galardões de 2016, juntam-se os mais variados troféus conquistados ao longo de 37 anos de atividade quase ininterrupta, onde se incluem também diversos prémios relativos à produção de enigmas, vertente que tem experimentado com menos regularidade mas sempre com um enorme sucesso. TORNEIO POLICIÁRIO’ 2017 Prova nº. 7 “Um Enigma…”, de Daniel Falcão As nossas reuniões (quase) quinzenais ocorriam na primeira e terceira sexta-feira de cada mês. Cada reunião, em que imperava sempre a sã camaradagem e a salutar troca de ideias, estava organizada em três partes distintas. Na primeira parte, a nossa atenção concentrava-se em mais um majestoso jantar em que os pratos regionais portugueses, acompanhados por prodigiosos vinhos, são reis. Findo o jantar, era chegada a ocasião dos digestivos. Nesta segunda parte da reunião, a acompanhar os digestivos propriamente ditos, era tempo de centrar a atenção na decifração do mistério que havia sido proposto no final do jantar anterior. Refira-se, de passagem, que este período, em muitas ocasiões, era repleto de verdadeiros momentos “antidigestivos”. Cabia a cada confrade, periodicamente, a preparação de um mistério a apresentar durante a reunião, o qual deveria ser (ou tentar ser) decifrado por todos os restantes elementos. Por fim, na sua última parte, a reunião terminava com a apresentação, ou leitura, do mistério do dia que iria perdurar até à reunião seguinte. Assim chegamos ao momento da reunião em que, volvido o jantar e o profuso debate em torno do mistério que havia sido posto em cima da mesa na reunião anterior, vos vou contar o mistério que preparei para esta ocasião. Estava eu na minha visita de rotina a um alfarrabista conhecido, quando reparei que, embora muito discretamente, ele me chamava a atenção. - Pode chegar aqui ao meu escritório? – perguntou-me, quase sussurrando. O escritório, ou melhor, o que ele chamava de escritório, era um pequeno cubículo de quatro metros quadrados, com uma cadeira e uma secretária repleta de livros, uns com aspeto se derem bastante antigos, outros bem mais recentes. - Senta-se nessa cadeira, por favor – disse ele, enquanto abria a gaveta central da secretária com a chave que tinha acabado de tirar do bolso das calças. Depois de algum tempo, pouco por sinal, a rebuscar na gaveta, espetou-me, literalmente, nas mãos, três manuscritos que pareciam ser muito, mas mesmo muito, antigos. Numa primeira observação, reparei que, enquanto um deles estava escrito em português, embora num português diferente do que usamos nos dias de hoje, os restantes estavam escritos em francês, um deles, e em inglês, o outro. Naturalmente, comecei por ler o que estava escrito em português. Em seguida, iniciei a leitura do manuscrito escrito em francês. Muito antes de concluir a leitura, surpreendido, voltei a olhar para o manuscrito em português e, de imediato, comecei a ler o manuscrito escrito em inglês. Estava verdadeiramente espantado! Findas as leituras cheguei, como é óbvio, à conclusão a que havia chegado o alfarrabista. O conteúdo dos manuscritos era rigorosamente o mesmo, com exceção do idioma em que foram escritos e das datas que identificavam o momento e o local em que haviam sido redigidos. Olhei para o alfarrabista, ele olhou para mim e, com curiosidade, questionou: - Qual é a sua opinião sobre os manuscritos? Deixem-me acrescentar que as letras dos manuscritos eram muito semelhantes, assim como as assinaturas que os encerravam. A diferença mais notória entre eles marcava presença na primeira linha: o manuscrito redigido em português, começava por “Lisboa – Domingo, 17 de Outubro de 1582”; enquanto o que estava redigido em francês, iniciava-se por “Paris – Domingo, 25 de Novembro de 1582” (em francês, claro); e, por fim, o manuscrito escrito em inglês, apresentava “Londres – Domingo, 30 de Dezembro de 1582” (em inglês). A curiosidade do alfarrabista, como podem aperceber-se, devia-se ao facto de ele não ter a certeza de estar perante manuscritos, potencialmente, verdadeiros. A curta conversa que tivemos em seguida permitiu dissipar as suas dúvidas. DESAFIO AO LEITOR O que o autor, o campeão nacional Daniel Falcão, quer que nos diga, atendendo aos elementos conhecidos, é se:… a) Apenas a data do manuscrito redigido em Lisboa está correta; b) Apenas a data do manuscrito redigido em Lisboa está incorreta; c) Ambas as datas dos manuscritos redigidos em Lisboa e em Paris estão corretas; d) Todas as datas dos manuscritos estão corretas. Mas, atenção, não basta escolher uma das alíneas como resposta certa. É preciso justificar a escolha, o mais pormenorizadamente possível, através de um relatório que deve ser enviado para o orientador da secção, até ao dia 10 de setembro, por um dos seguintes meios: - por correio, para AUDIÊNCIA GP / O Desafio dos Enigmas, rua do Mourato, 70-A – 9600-224 Ribeira Seca RG – São Miguel – Açores; - por email, para salvadorpereirasantos@hotmail.com. E, já sabe, não se esqueça de identificar a solução enviada com o seu nome ou pseudónimo. Entretanto, prepare as “células cinzentas” para o enigma (o último!) que se seguirá.  
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