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Saturday, March 31, 2018
  O DESAFIO DOS ENIGMAS - edição de 30 de março de 2018 AS COMPETIÇÕES DE 2018 FAZEM O SEU CAMINHO A pouco mais de um mês do arranque do torneio de decifração “Solução à Vista!”, recordamos mais uma vez que aquela competição é constituída pelos enigmas policiais que sejam submetidos ao concurso “Mãos à Escrita”, cujo prazo de envio de originais expira no próximo dia 15 de abril. Este concurso é aberto a todos os que se queiram “aventurar” na escrita deste género de ficção, sem temática definida, tendo apenas como condição o limite máximo da dimensão do enunciado (duas páginas A4, com o tipo de letra Times New Roman, corpo de letra 12 e espaçamento de 1,5 linhas). Os enigmas concorrentes devem ser enviados para o endereço eletrónico do orientador da secção (salvadorpereirasantos@hotmail.com), acompanhados da respetiva solução (com o máximo de página e meia A4, com o mesmo espaçamento e idêntico tipo e corpo de letra). Os leitores dispostos a deitar “mãos à escrita!” podem consultar o regulamento do concurso, através do blogue Local do Crime (localdocrime.blogspot.com). Entretanto, para aquecer as “células cinzentas” dos nossos leitores “detetives” mais vocacionados para a decifração e inspirar os eventuais potenciais produtores de escrita policiária que acompanham a nossa secção, prosseguimos a publicação de alguns problemas de grau de dificuldade baixa, dando de novo o protagonismo a Inspetor Fidalgo, um dos mais prestigiados policiaristas nacionais em atividade. ENIGMA POLICIÁRIO O Inspetor Fidalgo na Praia, de Insp. Fidalgo Decorria o ano de 1990, o verão espreitava no calendário e em Lisboa festejava-se o dia da cidade, com romarias, arcos e balões, desfiles e sardinha assada. Quem não entrava nesses festejos aproveitava o dia ensolarado para um salto à praia, nos areais ainda mais ou menos limpos da Costa da Caparica. Era o que acontecia com o inspetor Fidalgo, pouco dado a folguedos, ainda que não desprezasse, de quando em vez, uma boa farra ou petisco bem regado… Depois de um bom mergulho e alguns minutos de natação, a sua atenção foi atraída por uma violenta discussão em pleno areal, entre um cabo-de-mar e um vendedor de bebidas, gelados e afins. Saído da água, o seu espírito científico, curioso, impeliu-o para o centro das atenções, tendo oportunidade de ouvir: Cabo: “Eu já lhe disse que não admito que venda neste local. Para isso tem de ter uma licença especial concedida pela Capitania, porque tudo quanto é areal pertence à Capitania regular e fiscalizar. Mais nada!” Vendedor: “Mas eu tenho licença! Tirei-a na semana passada, como pode ver. Olhe aqui!... Claro que não é passada pela Capitania, mas pode ver que não sou um bandido nem um clandestino…” Cabo: “Essa licença está passada pela Câmara Municipal… Tudo bem com eles, mas eu tenho ordens de só deixar vender quem estiver autorizado pela Capitania. Se está bem ou não, isso não sei dizer…” Vendedor: “Ora abóbora! Vai um gajo à Câmara, gasta dinheiro para comprar este papel selado, paga emolumentos e taxas e mais eu sei lá o quê, para eles aqui porem, preto, pretinho, que eu, fulano de tal, estou autorizado a vender no areal da Caparica… Vejam, vejam bem… – e exibia uma folha de papel selado, autenticada pela Câmara Municipal, datada de 6 de junho, que lhe dava autorização para vender no areal, sem limitações, os produtos que ele estava vendendo – Como é que é? Ó sr. Cabo, eu não sou nenhum meliante, tento trabalhar honradamente e o senhor está a dar-me cabo de vida. Por favor, prometo que amanhã mesmo vou à Capitania pedir mais essa autorização… Prometo…” Cabo: (perante as manifestações hostis dos presentes, que iam gritando que ele estava a impedir o pobre homem de vender honradamente e que se calhar queria era que o desgraçado fosse roubar…) “Está bem, está bem, mas eu estou de olho em si… Se o volto a ver aqui sem estar autorizado, garanto que não fica assim… Por esta passa, mas tem de agradecer a estas pessoas, que senão…” O inspetor esperou que todos fossem dispersando e dirigiu-se ao cabo-de-mar: “Sr. Cabo, não sei se é mesmo obrigatória essa licença ou se estava só a ameaçar o homem, mas acho que fez mal em deixá-lo ir embora assim, sem mais nem menos, porque…” A – O documento que o homem mostrou era falso. B – O documento podia ser verdadeiro, mas não poderia ter aquela data. C – O documento tinha de ser falso e não podia ter aquela data. D – O documento podia ser verdadeiro, mas o cabo-de-mar não pediu a identificação do homem, pelo que podia ser de outra pessoa. DESAFIO AO LEITOR Amigo leitor, analise bem o problema e escolha a resposta da alínea que lhe pareça a correta… E depois confira-a com a solução do autor, que se publica a fechar esta edição. TORNEIO DE DECIFRAÇÃO “SOLUÇÃO À VISTA!” Com arranque previsto para a primeira quinzena de maio próximo, o torneio de decifração “Solução à Vista”, tem a particularidade de conceder aos participantes a prorrogativa de classificar, em função da originalidade e grau de dificuldade, os enigmas que lhes compete decifrar. Recordamos que cada proposta de solução será classificada entre 5 e 10 pontos, correspondendo 5 à simples presença e 10 à solução integral do enigma, sendo as pontuações intermédias definidas de acordo com o grau de resolução. O vencedor será o “detetive” que acumule mais pontos no final do torneio, conquistando como prémio o trofeu “Audiência Grande Porto”. Os concorrentes que se posicionem nas três posições subsequentes no final do torneio, serão distinguidos com as taças “Natércia Leite”, “Severina” e “Medvet” (três das mais marcantes mulheres do policiarismo português), sendo agraciados com medalhas de participação os “leitores-detetives” classificados entre o quinto e o décimo lugar da tabela classificativa final do torneio. SOLUÇÃO DO ENIGMA DESTA EDIÇÃO O Inspetor Fidalgo na Praia, de Inspetor Fidalgo Hipótese certa: alínea A. O documento era falso porque desde 1986 que não há papel selado. Nenhum organismo iria autenticar um tal documento, feito em papel abolido pela lei.  
Monday, March 26, 2018
  O DESAFIO DOS ENIGMAS - edição de 20 de março de 2018 ABRIL NÃO TARDA. POR ISSO… MÃOS À ESCRITA! Com as nossas duas próximas iniciativas em fase de arranque, fechámos nos dias 14 e 21 de janeiro a temporada do ano passado com a entrega dos prémios correspondentes ao Torneio Policiário’2017 e ao Concurso de Contos “Um Caso Policial em Gaia”. Lisboa (restaurante Monte Cuche, em Benfica) e Gaia (confeitaria Monte Branco, em Santo Ovídio) foram os palcos escolhidos para estes dois encontros de convívio e tertúlia, reunindo vinte e dois membros da família policiária (sete em Lisboa e quinze em Gaia) que nos acompanham desde a primeira hora. Estão assim concluídos todos os procedimentos relativos às competições do ano passado, muito embora estejam ainda por entregar os prémios conquistados por Luís Pessoa, Detetive Jeremias, Detetive Bossiak, Bernie Leceiro e Vimaranes – que não puderam comparecer nos encontros atrás referidos –, focando-nos a partir desse momento no futuro. E o futuro faz-se agora de um concurso de produção de enigmas policiais (“Mãos à Escrita!”) e de mais um torneio de decifração (“Solução à Vista!”), cujos regulamentos podem ser consultados no blogue “Local do Crime” (localdocrime.blogspot.com), que animarão esta secção nos próximos meses. Entretanto, vamos aquecendo as “células cinzentas” dos nossos leitores com mais um problema. ENIGMA POLICIÁRIO O Inspetor Fidalgo Desvenda o Crime, de Insp. Fidalgo Estava um daqueles dias aborrecidos, pastosos, complicados, em que nada apetece fazer. O céu estava bem carregado e havia tempestade no ar. O Inspetor Fidalgo detestava esses dias. Por sua vontade deitava-se a dormir, numa inconsciência total, alheado de tudo e de todos… Só que o crime espreita em cada esquina e foi assim que lhe comunicaram que o famoso financeiro Antero Billardo aparecera morto, em sua casa, em circunstâncias bastante estranhas. Crime, ao que tudo indicava, mas tornava-se necessária a sua presença, por via das dúvidas… A casa era verdadeiramente espantosa e a sobriedade misturada com um requinte exótico transformava aquele ambiente num misterioso quadro digno das mil e uma noites. O frio intenso que se fazia sentir no interior do escritório contrastava com o calor abafado e doentio que andava à solta nas ruas. No chão, bem perto da janela escancarada, jazia o corpo da vítima, deitado de costas, com os olhos azuis fitando o branco do teto. No peito, lá estava a marca produzida pela arma da morte, um punhal de cabo prateado, que estava abandonado no outro extremo do compartimento. O inspetor olhou para os presentes, aguardando algum sinal que o pusesse na rota certa. E ouviu: – Senhor inspetor, eu sou o primo do Antero, chamo-me Afonso e tenho alguma coisa a contar-lhe, mas gostaria que fosse em privado… Retiraram-se para um canto… – Eu fui o primeiro a chegar ao escritório, onde ia falar com o meu primo de uns projetos de negócio em que ando embrenhado… Ia pedir-lhe uma opinião e também, porque não confessá-lo, um financiamento! Só que não tive tempo… Ao chegar, ele já estava morto… O assassino deve ter entrado pela janela e matou-o. O que ele não sabe é que o meu primo deixou um sinal… – Um sinal? Que sinal? Não notei nada de especial… – Claro que não porque eu apaguei-o para não espantar o assassino… Sabe, o meu primo tem sempre a mania de estar com a janela aberta de par em par e, como é um andar térreo, sujeitava-se ao que aconteceu… Mas o que o assassino não sabe é que ele não morreu logo… Viu onde estava o punhal? O meu primo arrastou-se até junto da janela e escreveu no embaciado do vidro o nome do criminoso… – Estranha história… – Eu sei, mas é a verdade. Está aqui a prova, nesta máquina fotográfica com que fotografei o vidro embaciado e o nome do criminoso… Leia só. – ADRIANO… Quem é o Adriano? – É o secretário do meu primo… Ou melhor, era. O Adriano metia os pés pelas mãos, não sabia o que tinha feito em determinadas horas, não sabia dizer a que horas tinha estado pela última vez com a vítima, mostrava-se, em suma, baralhado e assustado. – Senhor inspetor, não sei de nada… Eu não tenho nada a ganhar com a morte do meu patrão… Nada! Não me lembro das horas porque aqui perdemos a noção do tempo, não temos horários a cumprir, nada!... Sim, é verdade, que o patrão estava sempre com a janela escancarada e hoje mesmo, de manhãzinha, quando vim do mercado, notei a janela aberta e vi o vulto do patrão a trabalhar… – Também o Silveira, o carteiro, confirmou que pelas 9 horas da manhã, quando passou, ele estava vivo e bem vivo, porque lhe entregou a correspondência em mão, pela janela, tendo estado até um pouco à conversa. O resultado laboratorial apontou a hora da morte para as 11 horas e o Inspetor Fidalgo meditava… A – O assassino foi o carteiro, talvez farto de entregar a correspondência numa casa tão isolada. B – O assassino foi o Afonso porque inventou toda a história e simulou o sinal no embaciado do vidro. C – O assassino foi o Adriano, denunciado a tempo pelo patrão ao escrever o seu nome no embaciado do vidro. D – Não houve crime, mas apenas e só suicídio, talvez por estar farto da vida de escravo que levava ou por os negócios não estarem tão bem como desejaria. DESAFIO AO LEITOR Amigo leitor, analise bem o problema e escolha a resposta da alínea que lhe pareça a correta… E depois confira-a com a solução do autor, que se publica a fechar esta edição. CONCURSO “MÃOS À ESCRITA!” Recordamos os nossos leitores que o prazo de envio de originais para o concurso de enigmas policiais expira no dia 15 do próximo mês de abril. Por isso, vamos lá: Mãos à Escrita! SOLUÇÃO DO ENIGMA DESTA EDIÇÃO O Inspetor Fidalgo Desvenda o Crime, de Inspetor Fidalgo Hipótese certa: alínea B. Em boa verdade, não restavam dúvidas de que o sinal fora simulado, porque a janela estivera sempre aberta e, por isso, o vidro não embaciava.  
Wednesday, March 14, 2018
  O DESAFIO DOS ENIGMAS - edição de 10 de março de 2018 “DETETIVES” AQUECEM AS “CÉLULAS CINZENTAS” Prosseguimos hoje com a publicação dos problemas de resposta fácil que servem de “aquecimento” às “células cinzentas” dos nossos “detetives” que brevemente se posicionarão na linha de partida do Torneio de Decifração “Solução à Vista!”, que arranca no próximo mês de maio, e que nos vai levar até ao final do ano que ainda agora mal começou. Antes, porém, continuamos a reunir os enigmas policiários que os leitores queiram submeter à apreciação do júri do concurso “Solução à Vista!”, cujo prazo de receção expira em abril. Posto isto, aqui fica mais um enigma de preparação da nossa época competitiva, da autoria do Inspetor Boavida: ENIGMA POLICIÁRIO O Caso do Leilão de Pintura Realista, de Inspetor Boavida Manuel Pimpão, construtor civil que subiu na vida a pulso, atualmente possuidor de uma enorme fortuna, não é propriamente um “expert” em matéria de artes plásticas, muito pelo contrário, mas tem um particular fascínio por obras de arte realistas, sobretudo as que espelham com rigor paisagens, monumentos e pessoas pelas quais nutre respeito e admiração, sendo neste momento detentor de uma vasta e valiosa coleção. Aquela sua paixão levou-o há dias a um leilão de Obras de um pintor-retratista dotado de extraordinária sensibilidade, falecido em circunstâncias pouco claras num acidente de viação ocorrido numa “picada” em Angola, quando ali rebentou a guerra colonial, que tinha a particularidade de pintar figuras públicas socorrendo-se apenas de fotografias publicadas em capas de revistas, retratando-as até ao mais ínfimo pormenor, a expressão, o brilho do olhar e até o carácter... O leilão foi calmo, sem fulgor, sem chama, com os licitadores a arrematar cada uma das Pinturas sem despiques de relevo. Pimpão arrematou um belíssimo Quadro onde se via Salazar a agraciar um soldado de uma companhia de comandos com a medalha de Cruz de Guerra, numa parada militar, junto ao Mosteiro dos Jerónimos, depois de dois lances disputados com um misterioso sujeito de bigode farto e retorcido, vestido de gabardina, adquirindo de seguida, sem oposição, uma Obra que retratava o antigo presidente da República General Spínola no dia da sua tomada de posse. Para além daquele despique, aconteceu ainda uma pequena “picardia” entre os mesmos protagonistas quando o leiloeiro anunciou um soberbo Retrato do grande Eusébio, com a camisola das quinas, rematando, no seu estilo inconfundível, para um dos cinco golos com que Portugal “brindou” a seleção da Coreia do Norte no Campeonato do Mundo de Futebol, realizado em Inglaterra, que o sujeito de gabardina acabou por arrematar por um valor apreciável. Mas a grande discussão gerou-se quando o leiloeiro anunciou a última peça, um fantástico Retrato 1,80mx1,20m a óleo, com o capitão Salgueiro Maia em pleno largo do Carmo, em cima da Chaimite que o trouxe da Escola Prática de Cavalaria, de Santarém até Lisboa, naquela primavera de cravos e sorrisos, que abriu as portas à Liberdade. Após quatro lances “inflamados”, Pimpão acabou por arrematar aquela preciosa Obra que o deixou radiante de felicidade. Porém, quando, no final do leilão, se preparava para passar o cheque com o valor das Obras que havia arrematado, Pimpão viu-se envolvido de repente numa enorme confusão de gritos, insultos e agressões físicas, que só não tomou proporções muito mais graves graças à pronta intervenção do subchefe Pinguinhas que se encontrava em serviço no local. Firme e decidido, impondo a sua autoridade, Pinguinhas pôs fim à altercação e levou o construtor civil Manuel Pimpão, o tal sujeito de bigode farfalhudo e o leiloeiro, até ao posto da Polícia, onde resolveu o caso em “menos de nada”. Primeiro identificou os três e depois mandou dois deles de volta e deu ordem de detenção ao outro. Pergunta-se: quem ficou detido e porquê? DESAFIO AO LEITOR Amigo leitor, aqui fica o desafio que nos deixou o inspetor Boavida, ao qual impõe dar resposta antes de passar à leitura da solução, que se publica já de seguida, a fechar esta edição. SOLUÇÃO DO ENIGMA DESTA EDIÇÃO O Caso do Leilão de Pintura Realista, de Inspetor Boavida Neste estranho “Caso do Leilão de Pintura Realista”, a decisão do subchefe Pinguinhas só podia ter sido uma: o leiloeiro ficou detido a fim de ser presente ao Juiz de Turno para explicar a origem daquelas Obras arrematadas por Manuel Pimpão e por José Saudoso do Regime (o nome do tal sujeito de bigode farfalhudo e de gabardina vestido…), porque todas elas eram falsas! O pretenso autor daquelas Telas faleceu num acidente de viação numa “picada” em Angola, quando ali rebentou a guerra colonial, o que aconteceu em 1961, razão pela qual não poderia ter pintado Quadros sobre acontecimentos posteriores àquela data. Assim, nunca poderia ter retratado a óleo o nosso Eusébio, vestido com a camisola das quinas, quando a seleção portuguesa de futebol venceu a sua congénere da Coreia do Norte por 5-3, no Campeonato do Mundo de Inglaterra, realizado em 1966. Exatamente pela mesma razão, não poderiam ser da autoria daquele pintor: – A Tela onde se vê o malogrado capitão Salgueiro Maia em cima do Chaimite, que o levou de Santarém até Lisboa, na madrugada de 25 de Abril de 1974, para ocupar o Terreiro do Paço e depois o Quartel do Carmo. – Nem a Pintura onde se “vê” o General Spínola a tomar posse como Presidente da República, o que só aconteceu em 1974, na sequência da Revolução de Abril. O pretenso autor daquelas Obras, falecido em 1961, que era reconhecido pela particularidade de pintar figuras públicas socorrendo-se de fotografias publicadas em revistas, também não poderia ter retratado Salazar junto ao Mosteiro dos Jerónimos aquando da condecoração de um soldado “comando”, porque aquela Força Especial só foi criada no nosso país depois de eclodir a guerra colonial e as cerimónias públicas, de homenagem aos militares combatentes nas antigas colónias, terem tido sempre lugar no Terreiro do Paço, a 10 de Junho, então Dia da Raça, sendo que a primeira ocorreu em 1963!  
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